COM PANDEMIA, SUPERMERCADOS CRESCEM MAIS QUE O DOBRO DO ESPERADO EM MINAS

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O setor supermercadista mineiro registrou crescimento médio de 10,97% em 2020, de acordo com o Termômetro de Vendas, pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), com empresas de todos os portes e em todas as regiões do Estado.
A pesquisa, referente a dezembro, mostra ainda que na comparação com novembro o crescimento das vendas foi de 21,98%. Resultado atribuído às demandas ocasionadas pelo Natal/final de ano. Na comparação com o mesmo mês de 2019, a expansão foi de 12,66%. Todos os valores já estão deflacionados pelo IPCA/IBGE.
O crescimento em dezembro segue o comportamento das vendas em praticamente todo o ano, numa trajetória bem acima da projeção de 4,5% feita pela AMIS no início de 2020.
A pandemia do novo coronavírus e as transformações provocadas no dia a dia do consumidor mudaram o cenário no segmento supermercadista. Com o isolamento social, o consumo durante o dia, que antes ocorria fora, veio para dentro das residências. Adultos em home office ou, em muitos casos, desligados do trabalho e crianças sem escola elevaram o volume de compras das famílias, especialmente em itens da cesta básica e produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica.
Itens antes comprados nos bares e restaurantes, fechados em boa parte do ano, passaram a ser consumidos em casa. Isso fez elevar também a demanda de produtos, como bebidas e carnes, nos supermercados. “O crescimento do e-commerce, que ganhou muito espaço no setor em 2020, favorecido pelas transformações digitais de forma geral, também foi um fator que contribuiu com o aumento das vendas”, destaca o Presidente Executivo da AMIS, Antônio Claret Nametala.
O auxílio emergencial pago pelo governo federal também foi um fator preponderante no aumento da demanda ao propiciar acesso a mais itens da cesta de compras a um número maior de consumidores.
O faturamento bruto dos supermercados mineiros foi de aproximadamente R$41,4 bilhões em 2020, mais de R$2 bilhões a mais do que era esperado para o ano. Ainda assim, de acordo com Claret, os lucros dos mercados teriam sido achatados pela alta de preço dos produtos, especialmente os da cesta básica — ela ultrapassou os R$500 pela primeira vez em Belo Horizonte no último ano.
O representante do setor afirma esperar uma normalização dos valores ao longo de 2021 e indica que as altas não devem ser repassadas integralmente ao consumidor. “No começo da pandemia, o maior volume de vendas foi de itens básicos, nesse movimento de preocupação do consumidor com o sustento da família. Não existe expectativa ou ambiente para aumentar a margem dos supermercados”, completa.
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