Os deputados mineirs têm de escolher até quinta-feira (18), os sete membros que farão parte da CPI- dos fura-filas. Ela foi aberta para verificar se houve irregularidades na vacinação de funcionários públicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
Segundo o deputado João Vitor Xavier (Cidadania), já foram identificadas entre 15 e 20 pessoas que fazem trabalhos administrativos internamente na sede do governo e que não deveriam ser vacinadas ainda.
“Gente que trabalha como webdesign, almoxarifado de estruturas administrativas muito longe de hospitais, pessoas que trabalham na área administrativa, Eles vão ter que explicar quem são essas pessoas, nome por nome, vamos avaliar quem de fato deveria ter sido vacinado e quem não foi vacinado e ver se há algum indicio de falsidade ideológica na lista que foi enviada à Assembleia”, disse ele em uma reportagem para a Globo Minas.
A Ouvidoria-Geral de Minas Gerais (OGE) já tinha recebido uma denúncia no dia 24 de janeiro sobre a suposta “fura-fila” da vacinação contra a Covid-19, na Secretaria de Estado de Saúde, antes mesmo da imunização dos servidores.
“Circula a informação na Secretaria da Saúde que os poderosos estão fazendo uma listagem para vacinação adiantada dos diretores e superintendentes. É um absurdo a gente trabalhando todo dia e correndo risco de vida não ser vacinado”, disse o texto.
A OGE respondeu à denúncia pedindo mais informações e elementos mínimos que possibilitassem a apuração dos fatos. No dia 9 de fevereiro, o governo de Minas Gerais deliberou a distribuição das vacinas aos municípios para vacinação dos grupos prioritários contra a Covid-19, de acordo com as diretrizes do programa de imunizações.
Além de vários trabalhadores da saúde da linha de frente, o documento especificou outros setores. Entre eles, servidores das secretarias municipais e estadual de saúde, órgãos ligados à área e demais trabalhadores da saúde, incluindo administrativos.
A suspeita de “fura-filas” da vacinação na Secretaria de Estado de Saúde começou a ser investigada na semana passada pelo Ministério Público, que não deu detalhes sobre o andamento do processo.
(Com informações do G1)
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